Quem sou eu

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Sou Consultor e Auditor Líder de sistemas de gestão (da qualidade, ambiental e saúde e segurança no trabalho) sou Tecnólogo Mecânico pela Fatec-UNESP, pós graduado em Gestão Industrial pela Vanzolini-USP e pós graduando em Gestão Integrada pela Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental. Atuei em empresas dos segmentos de auto-peças, termoplásticos, ferramentaria, eletrodomésticos, metalúrgicas, ferramentas elétricas, produtos químicos, galvanoplastia, tratamento térmico.

12 de jan. de 2015

Por que usar o pensamento baseado em riscos?

Ao considerar os riscos na organização, a probabilidade de alcançar objetivos pré-estabelecidos é aumentada, as saídas dos processos são mais consistentes e os clientes podem ter aumentada a certeza de que irão receber o produto ou serviço esperado.

Pensamento baseado em riscos, portanto:
constrói uma base sólida de conhecimentos;
estabelece uma cultura pró-ativa de melhoria;
garante a consistência da qualidade dos bens ou serviços;
melhora a confiança e satisfação do cliente.

Após explicar o conceito de "risk-based thinking" para a responsável pelo RH de um cliente, mencionei que na política da qualidade da organização consta "atrair profissionais alinhados aos princípios e valores da empresa e com as competências técnicas necessárias...", ou seja, o RH deve selecionar candidatos que se identifiquem com esta descrição. Depois de contratados, caso não correspondam às expectativas dos solicitantes, alguma ação deve ser tomada para corrigir a situação indesejada.

A situação descrita acima está conforme com o que prescreve a versão 2008 da ISO9001, ou seja, tomar ação corretiva para eliminar uma não conformidade.

No processo seletivo existem varias incertezas, como a confiabilidade das informações, o grau de domínio sobre um assunto, característica pessoais, habilidades, etc., que afetam o objetivo do processo seletivo de contratar o melhor candidato possível. Um profissional incompatível com a função a que foi designado pode gerar diversos danos a organização e a si mesmo. Disto fica evidente a importância de avaliarmos os riscos.

Quando mencionei que aplicando técnicas e testes para seleção de candidatos conseguimos mitigar o efeito das incertezas, a responsável pelo RH disse "isso eu já faço". Utilizamos o pensamento baseado em riscos em varias atividades, muitas vezes sem o saber. Ou seja, avaliação de riscos e mitigação do efeito das incertezas não é algo totalmente desconhecido em nossas atividades profissionais.

A versão 2015 da norma recomenda que os riscos sejam avaliados em todos os processos da organização.

3 de jan. de 2015

O QUE É RISK-BASED THINKING?

É a avaliação preventiva das decisões que tomamos. É algo que fazemos constantemente, automaticamente e desapercebidamente em nossas vidas, em nossas escolhas diárias.
Exemplos:
  1. de manhã, quando chega a hora de acordar, decidimos nos levantar e nos preparar para mais um dia de trabalho (se lavar, se vestir, tomar o café da manhã, pegar as coisas), enfrentar o transito de carro ou de condução...
  2. no trabalho, decidimos rever as tarefas eventualmente não finalizadas e as novas tarefas, damos prioridades a elas...
  3. depois do trabalho, uns vão para casa, outros vão para o treino, outros para os estudos...
Mas onde está o "risk-based thinking" nessas atividades?
  • No exemplo 1) decidimos nos levantar porque avaliamos o risco de "ficar mais um pouquinho na cama" e perder a hora para o trabalho; se perdermos a hora, vamos ter que nos preparar mais rapidamente e com menos cuidado, talvez fiquemos sem café da manhã; vamos ter que enfrentar um transito mais carregado e chegar atrasados ao trabalho.
  • No exemplo 2) decidimos rever as pendências porque talvez elas tenham que ser finalizadas hoje para evitar consequências indesejadas; damos prioridades às tarefas porque avaliamos as consequêncas dos riscos envolvidos.
  • No exemplo 3) decidimos fazer alguma coisa que nos seja prazeroso para aliviar o estresss, ou para melhorar nossas competênicias.
São ações que tomamos para nos prevenir, para assegurar que atingiremos os objetivos que definimos para nossas vidas.
A versão 2015 da ISO 9001 recomenda que os riscos relacionados aos objetivos da qualidade sejam avaliados e abordados para assegurar que eles sejam atingidos através de ações previamente definidas dentro do contexto da organização.

1 de jan. de 2015

COMO ABORDAR RISCOS?

Ao adotar o "risk-based thinking" para fazer das ações preventivas parte da rotina da organização, estabelecemos uma cultura proativa de prevenção e melhoria para assegurar consistência de qualidade de produtos e serviços,

RISCOS na ISO 9001:2015

Uma das mudanças mais importantes na versão 2015 da ISO 9001 é o estabelecimento de uma sistemática de abordagem para riscos.
Na versão 2008 da norma, a tratativa das ações preventivas era desprezada pelos responsáveis pelo sistema de gestão da qualidade que não a viam como uma poderosa ferramenta para evitar não conformidades.
Através de uma abordagem baseada em riscos, a organização se torna proativa, ao invés de puramente retroativa, prevenindo ou mitigando efeitos indesejáveis nos objetivos.