Quem sou eu

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Sou Consultor e Auditor Líder de sistemas de gestão (da qualidade, ambiental e saúde e segurança no trabalho) sou Tecnólogo Mecânico pela Fatec-UNESP, pós graduado em Gestão Industrial pela Vanzolini-USP e pós graduando em Gestão Integrada pela Faculdade SENAI de Tecnologia Ambiental. Atuei em empresas dos segmentos de auto-peças, termoplásticos, ferramentaria, eletrodomésticos, metalúrgicas, ferramentas elétricas, produtos químicos, galvanoplastia, tratamento térmico.

20 de fev. de 2012

A auditoria não pega falhas no Sistema de Gestão da Qualidade

As auditorias no Sistema de Gestão da Qualidade devem ser realizadas conforme diretrizes estabelecidas na norma ISO19011-2002 - Diretrizes para Auditorias de Sistemas de Gestão da Qualidade e/ou Ambiental. As auditorias tem o objetivo de determinar a extensão na qual os critérios da auditoria são atendidos, ou seja, para verificar a conformidade do Sistema e não sua não conformidade. As evidências de auditoria são obtidas por amostragem, ou seja, são verificados registros, fatos ou informações aleatórios.  Por isso eventualmente uma falha pode não ser detectada.
Mas se o responsável pelo SGQ sabe que existe alguma falha e que o auditor não a identificou, ele está tentando desmerecer quem?
Sabendo que existe tal falha deve-se providenciar sua correção, tratá-la como não conformidade!

Melhorar a qualidade pelas não conformidades

Não conformidade,  é o não atendimento a um requisito , ou seja, algo que não está de acordo com o que é exigido pela norma  Este requisito pode ser do cliente, do processo, do produto, do sistema (3.)
Como uma não conformidade pode melhorar o Sistema de Gestão da Qualidade?
Ao tratar adequadamente a não conformidade (8.5.2), ou seja, ao analisar causa e efeito, ao definir providencias para corrigir e evitar sua repetição, e com a retenção do aprendizado da tratativa, o Sistema evolui, as pessoas evoluem, o cliente percebe essa evolução. Tratar adequadamente significa entender a não conformidade, seus efeitos e suas causas, planejar ações para corrigí-la de modo a evitar que aconteça novamente, mantê-la sob controle e garantir a eficácia das ações implementadas.
Portanto para cada não conformidade não tratada, por qualquer motivo,  estamos perdendo uma oportunidade de desenvolver e melhorar o Sistema de Gestão da Qualidade e as pessoas envolvidas nele.
Vejo nas empresas todo tipo de justificativa para não fazê-lo, o que demonstra falta de domínio dos conceitos por detrás dos requisitos da norma  e fraqueza na estratégia de qualidade, além do desacordo com a Política da Qualidade definida por sua direção.

3 de fev. de 2012

Reciclagem; materiais nocivos; IMDS

Em setembro de 2000 o European Parliament and Concil emitiu a diretiva ELV (End of Life Vehicles) que define datas para aumentar a reutilização e reciclagem de componentes utilizados nos automóveis. A partir de 2006, em média 85% dos materiais do veículo, em peso, deveriam ser reutilizados e 95% de reciclagem deveria ser atingida até 2015. O uso de substâncias contendo chumbo, mercúrio, cadmio e cromo hexavalente seriam proibidos nos materiais e componentes de veículos a partir de julho de 2003.
Para atender esta diretiva, algumas montadoras instituiram o IMDS (International Material Data System) como meio para coleta e análise de dados dos materiais utilizados nos produtos fabricados por seus fornecedores. Assim seus fornecedores são direcionados a declarar os materiais e componentes utilizados em seus produtos e a substituí-los por substâncias não nocivas.
Próximo treinamento sobre IMDS: 29/02/2012